O SONHOquinta-feira, janeiro 26, 2012
Naipe de Água, as Emoções...
O SONHO
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N. Ferreira
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quinta-feira, janeiro 19, 2012
Tenho me esforçado para obter o entendimento correto sobre a situação, mas acho que não estive, desde o princípio, com o peito aberto para o que poderia descobrir.
Sinto perceber que estive pré-disposta, e agora é necessário reconhecer que não tenho sentido exatamente o que havia imaginado.
Embora seja cedo demais para afirmar, é ao mesmo tempo muito tarde já para admitir: surpreendi a mim mesma. Tenho em mim muitas coisas que me eram desconhecidas – o romantismo, a poesia, as lágrimas sobre uma família.
Se o que hoje chamo de amor seria uma forma de apego, talvez seja esta uma lição prática. Preciso encontrar a coragem para este improviso inesperado e de última hora, e a serenidade para entender que, improviso que é, não existe certo, não existe errado, não existe gabarito ou crivo de correção que possa julgar e condenar um ato que, em última análise, jamais deixará de ser um ato de amor.
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N. Ferreira
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5:34 AM
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sábado, janeiro 14, 2012
SDS
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N. Ferreira
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quinta-feira, dezembro 02, 2010
Pagando pra ver
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11:30 AM
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sábado, outubro 23, 2010
ressaca de você
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quarta-feira, setembro 08, 2010
(des)equilíbrio
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terça-feira, setembro 07, 2010
Mudando
É preciso ter muito cuidado quando se tem o ilusório desejo de mudar o passado.
É preciso lembrar: muda-se uma única coisa, e todo o resto também será modificado.
Algumas coisa devem simplesmente permanecer como estão...
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N. Ferreira
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5:25 PM
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sexta-feira, agosto 20, 2010
Paz

Eu tenho andado tão calma, tão pacífica, que mal tenho sentido o tempo passar. E cheguei num ponto tão estranho que já nem sei dizer se essa passagem veloz do tempo é boa ou ruim.
Porque os dias vão passando numa calmaria tão atípica que o dia acabar é bom, começar o próximo também, dormir é gostoso e acordar também, trabalhar é ótimo e ter folga idem, sair de casa é tudo e ficar na toca é uma delícia.
E tudo isso por ter simplesmente passado a aceitar a vida e todas as coisas que a fazem ser o que é, como realmente são. Boas e ruins. Calmas e turbulentas. Difíceis e fáceis. Tudo ao mesmo tempo.
Coisa doida é viver. Coisa boa essa que chamam de existência. Demorei pra descobrir o que era tão óbvio: a paz e a felicidade estão dentro da gente. Ser feliz é simplesmente uma questão de ponto de vista.
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N. Ferreira
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5:20 PM
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quarta-feira, julho 28, 2010
Contato
Acho que as palavras poderiam chegar a definir o meu interior, mas também limitariam essencialmente a intensidade e a força dos meus sentimentos. Então, tenho basicamente sentido. Tenho passado muito tempo sozinha, o que hoje, graças a Deus e a uma série de fatores, tem sido uma coisa agradável. Já não me sinto triste, ou sequer raivosa, com a pessoa que sou, como vinha me sentindo antes de viajar. Na verdade, tenho sentido quase que uma gratidão por tudo o que vivi ter me colocado novamente em contato comigo mesma, essa Eu de verdade que tem se formado ao longo dos anos.
Não acho que cheguei onde queria chegar – conseguir me enxergar como realmente sou e no que venho me tornando conforme as mudanças acontecem. Mas acredito estar me vendo com olhos mais suaves, sem tanta pressão em ser o que acredito que deveria ser, em fazer o que é esperado, em ser bem-sucedida, rica ou reconhecida. O engraçado é que, de repente, o que pareço ser perdeu completamente o sentido, ao mesmo tempo em que o que verdadeiramente sou não aparece muito nitidamente por entre esta névoa diante dos meus olhos.
Mas talvez o mais bonito disso tudo seja que, com bastante simplicidade, finalmente consegui entender que o importante da vida é ter essencialmente a leveza dentro de si, é ter momentos agradáveis com as pessoas que amamos, é estar em harmonia e sem conflitos dentro e fora. É ser simpática com a moça da padaria, é tratar bem o manobrista do shopping, é rir da piada do porteiro. Reconheci que não preciso sempre da profundidade, mas que esta também não deve se manter por muito tempo longe das minhas vistas.
Talvez ser feliz seja muito mais fácil do que parece – talvez baste jamais perder este contato delicioso que se tem consigo mesmo quando, pura e simplesmente, sentimos amor por nós mesmos.
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N. Ferreira
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5:16 PM
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quarta-feira, julho 21, 2010
Tamally Maak
É com o coração apertado e com os olhos querendo vazar que hoje escrevo estas linhas. Impossível converter em palavras tantos sentimentos, tantas saudades, tantas vivências. São sons, cheiros e fotos que despertam em mim sentimentos que nunca antes experienciei, como a saudade da sensação de familiaridade inexplicável que senti em terras egípcias.
Quase como se eu já tivesse passado por lá, quase como se estivesse voltando pra casa. A novidade, misturada ao conforto. Estar à vontade num lugar absolutamente estranho, e nem por isso menos conhecido. Os cheiros não me importavam, o trânsito não me aborrecia. O calor castigando a pele e apesar disso, se sentir renovada. A areia entrando nos olhos e você não se importar de fechá-los. Uma língua estranha soando surpreendentemente bonita aos ouvidos.
Estar de volta chega a ser dolorido, não pelo retorno à realidade, mas pela impossibilidade de construir esta realidade num novo cenário. A utopia da união de uma vida amada em terras brasileiras, com a magia e as sensações das terras desérticas. Me revolta pensar que tantos acreditam que somos tão diferentes, ocidentais e orientais, sem enxergar a beleza das nossas semelhanças. A maravilha das nossas mesmas origens, nossas crenças tão parecidas, nosso amor ao próximo expresso de maneiras tão singulares, e ao mesmo tempo, exatamente as mesmas.
Estar no lugar certo, na hora certa, com as pessoas certas – acho que isso é plenitude. Perceber a existência como algo tão divino, tão absurdamente lindo, que todos os problemas se tornam insignificantes. O toque dos derbaks e dos snujs, os chamados dos minaretes, tudo isso se torna tão maior, que tenho certeza que este sentimento se chama amor.
Hoje tenho certeza – meu coração ficou no deserto, e minha alma no fundo do Nilo. Tamally Maak, sempre com você. Quero voltar e nunca mais partir, quero viver em meio a Ahmeds, Mohammeds, Bassams, Mostafas... quero não mais ser Aziza, sequer Ana ou Paula, mas apenas Ser, ser tão eu mesma quanto o Egito me permitiu.
Que estas lágrimas que brotam sejam como o Nilo foi durante tantos séculos: uma época de cheias tornando a terra fértil, aguardando farta e tão esperada colheita...
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N. Ferreira
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sexta-feira, maio 21, 2010
Silêncio
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quarta-feira, maio 05, 2010
Feliz aniversário
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quarta-feira, abril 28, 2010
Parece, mas não é

Sensibilidade às vezes é intolerância.
Convicção, arrogância.
Impulsividades se disfarçam de coragem, confiança pode bem ser prepotência.
Determinação pode ser teimosia. Perseverança, negação da realidade.
O que era crença se revelou necessidade. O otimismo, ilusão.
Sobem-se os véus do desencanto, primo antigo da paixão.
A história de amor era apenas dejá vu.
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sábado, abril 24, 2010
lacuna
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quarta-feira, abril 21, 2010
Inércia
Racionalizar, procurar alívio. Esta é a rotina. Buscar conforto na falsa idéia de que se tentou de tudo. O mundo inteiro parece uma festa para a qual eu não fui convidada, e fica cada vez mais incoerente que coisas tão complexas possam ter se defeito de maneira tão assombrosamente simples. Rápido, mas não indolor. Como um esparadrapo retirado de uma pele em carne-viva, sem preparo algum.
As saudades, estas já haviam. Mas a perda se torna estranhamente concreta quando tudo o que se ouve é o barulho ensurdecedor do silêncio – nada restou. Fluindo na densa maré da inércia, procuro aceitar o tempo pacientemente enquanto ele escoa dolorosamente por entre meus dedos. Os ponteiros dos relógios são apenas hastes finas, que observo correrem sem fim. Subitamente descubro, é isso: o tempo é o bem mas precioso que um ser humano poderia perder.
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sexta-feira, abril 16, 2010
procuro
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terça-feira, abril 13, 2010
por linhas tortas
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domingo, abril 11, 2010
sábado, abril 03, 2010
Partida

Lidar com a saudade não é fácil. Agüentar a perda, seja ela concreta ou abstrata, é sempre doloroso, e para mim se torna especialmente difícil tolerar a falta e a passagem do tempo.
De nada adianta ter a consciência de que existe em mim um problema antigo relativo às separações. Perdas, abandonos, ausências – tudo fica sendo uma coisa só na qual se materializa o sentimento irracional, mas absolutamente concreto, da rejeição.
E enquanto me sinto só, olhando com olhos vazios para o quarto de dormir de minha irmã ausente, me pego constantemente sentindo um vazio que, desconfio, sempre esteve aqui. Seria a separação a única responsável por este sentimento eclodir? Ou estou ignorando outras tantas variáveis?
A sensação é de desamparo, apesar da tamanha esperança sobre o dia em que tornarei a encontrá-la. O destino é o oriente, na melhor das hipóteses, vencendo a ganância das posses e utilizando os bens materiais para matar a saudade. Os planos anteriores haverão de ser recapitulados. Notas de real vencendo obstáculos e superando distâncias, me aproximando de quem verdadeiramente me oferece companhia. Hoje, apenas isso faz sentido pra mim.
E enquanto isso não acontece, enquanto me vejo sozinha em meio às dores violentas da separação, tento encontrar as forças estruturais que haverão de me fazer emergir deste grande canyon, deste denso buraco negro nas qual todas as questões são engolidas, todos os afetos se dissolvem, onde tudo ecoa pela enorme dimensão do vazio.
O tempo se arrasta.
Neste momento, apenas o silêncio me consola.
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N. Ferreira
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9:14 AM
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sexta-feira, março 05, 2010
Infinito Particular
Minha amiga me disse: “O que me espanta em você é que você tem plena consciência de tudo o que acontece e do porquê de você agir assim. Mas isso não é o suficiente para mudar. O que será?”
Me sinto às vezes como quando chegamos em um lugar e uma placa enorme nos informa que é proibido estacionar. Paira a pergunta: onde parar então?
Em tempos de incompreensão e de falta de diretrizes internas, reconheço um solo ainda fértil e pleno em potencialidades. Me estranho, mas me identifico na lindíssima música da Marisa Monte – apesar de feia, ainda a voz mais bonita do Brasil.
“Eis o melhor e o pior de mim, o meu termômetro, o meu quilate. Vem, cara, me retrate, não é impossível, eu não sou difícil de ler! Faça sua parte, eu sou daqui, eu não sou de Marte. Vem, cara, me repara, não vê? Tá na cara, sou porta-bandeira de mim! Só não se perca ao entrar no meu infinito particular. Em alguns instantes sou pequenina e também gigante. Vem, cara, se declara, o mundo é portátil pra quem não tem nada a esconder. Olha minha cara: é só mistério, não tem segredo, vem cá, não tenha medo – a água é potável, daqui você pode beber. Só não se perca ao entrar no meu infinito particular.”
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N. Ferreira
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11:19 AM
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