Mostrando postagens com marcador kickboxing. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador kickboxing. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Faixa marrom, OSSU!

Pra quem não consegue nem me imaginar lutando, aqui vão alguns momentos bem sucedidos do meu exame de faixa... OSSU!


Yoko Geri (chute lateral na altura do estômago)


Jodan Mawashi Geri (chute circular na cabeça)


Jodan Ushiro Mawashi Geri (chute circular giratório na cabeça)

terça-feira, dezembro 01, 2009

Non ducor...

Eu tenho o costume de não olhar pro lado positivo das coisas e viver procurando defeitos. Não posso dizer que já consegui eliminar meus velhos hábitos, nem tampouco que virei uma otimista inveterada, mas percebo certas coisas evoluindo.

Após 3 anos e meio de treinamento ferrenho nas Artes Marciais do Kickboxing, fui submetida ao maior e mais angustiante teste que uma ansiosa como eu pode vivenciar: avaliação técnica, individual, na presença de mais de 50 pessoas.

Tremi, tive insônia, fiz cocô no banheiro do Barateiro. Minha garganta travou, minhas mãos suaram, chorei no banheiro (ao que parece, o banheiro é o refúgio dos desesperados). Briguei com o namorado. Perceber meu nível de desespero me deixou cada vez mais desesperada.

Uma hora voltei a mim e me pus no meu devido lugar. Parei de chorar e me conformei com a minha dificuldade de enfrentar certas situações, seja um exame de faixa, seja conhecer os amigos do namorado. Ter medo das coisas há muito deixou de me impedir de fazê-las. Segui em frente.

60 minutos depois, cansada, destruída, com hematomas, sem ar, exposta... conquistei a faixa marrom e ganhei o título de Senpai. Entendi finalmente que não me era cobrada a perfeição. Me é permitido errar.

Ainda achando que não fiz o meu melhor (nem no exame, nem no controle da minha ansiedade), procuro desfrutar do alívio do depois, sabendo que muito mais virá pela frente. Como quem ganha 15 minutos de descanso em meio a uma maratona, me resolvi por desfrutar do agora, salvando oxigênio pras batalhas futuras.

Desfrutando do novo título e à espera da faixa marrom que há de consagrar o meu esforço, descubro finalmente que investir e batalhar pelo meu futuro é a forma mais segura de poder prevê-lo: não sou conduzida. Conduzo.

terça-feira, junho 02, 2009

Mar de testosterona


Existem duas coisas que, desde pequena, sempre foram capazes de me tirar do sério: pizza de marguerita e sapatos. Recentemente, descobri mais um novo fator responsável por elevar meu nível hormonal e de desestabilizar completamente meu sistema nervoso: campeonatos de artes marciais. Claro, claro, a técnica é demais e eu, como lutadora, mais do que aprecio um bom espetáculo de trocação de porradaria. Mas (e como diz minha amiga Luli, sempre tem um ‘mas’), confesso que não foi bem isso que me apeteceu nesse sábado em específico.

Após praticamente agarrar um braço alheio no metrô de São Paulo, fui acometida de outros impulsos irrecorríveis e inusitados. A cena: um ginásio com capacidade de 2.500 pessoas, 90% do sexo masculino, no centro um ringue com dois caras semi-nus, suados e brilhantes, com cara de machos bravos pra diabo, enfiando a mão na cara um do outro... é o cúmulo do instinto animal feminino eu ter simplesmente ENLOUQUECIDO num lugar destes. Considerando então uma fêmea solteira, desimpedida, em idade fértil e, digamos, sem praticar a cópula há algum tempo... lá se foram meus níveis de progesterona.

Nunca imaginei que passaria por este tipo de situação, mas a verdade é que não assisti patavinas das lutas. Sei quem ganhou o GP, mas não sei dizer se mereceu, se o juiz roubou, se teve chute na virilha. Mas pergunte-me sobre a anatomia dos competidores e poderei dizer que, não apenas no ringue, como também nas arquibancadas, o ginásio do Pacaembu estava “assim” de exemplares excelentes da espécie humana. Um show de abdomens, um festival de tríceps, e bíceps, e coxas que até Deus duvida. Bundas perfeitas (homem com bunda é artigo de luxo), tórax suados e ofegantes, ombros definidos, rostos afogueados, respirações aceleradas, gritos da torcida, instintos à flor da pele, cabelos desgrenhados, bocas entreabertas... alguns até eram bonitinhos. Enfim, um MAR DE TESTOSTERONA.

Eu jamais achei que fosse passar por isso, mas a verdade é que aquilo tudo foi demais pra mim. A enxurrada hormonal me dominou, desestruturou e doeu em mim como um soco na cara. A solidão nunca bateu tão forte, e por “solidão” entendam como quiserem. A verdade é que tem horas na vida de uma mulher que o que é preciso não é dormir de conchinha, cafuné ou cartinha de amor. É o autêntico pegapracapá. Por via das dúvidas, e de maneira a massacrar o instinto recém-aflorado e impossível de ser satisfeito pelo menos nas próximas horas, tomei várias na baladinha à noite, e terminei a noite de sábado devorando um x-salada no Burdog na companhia da minha melhor amiga. É como eu sempre digo: comer são as duas melhores coisas do mundo. Mais os sapatos, claro.

quinta-feira, maio 14, 2009

Fight Fever! OSSU!

A filosofia do passe-pra-frente é uma das características marcantes que as artes marciais de origem oriental têm. Um dá para o outro o que um dia recebeu, e isso significa que eu tive o super maior mega blaster apoio da minha equipe de kickboxing no dia do evento na K@2.


Convidados Seiwakai: Renan, Du, Eu, Rodolfo, Thiago, Rafa e Tecchio.
......
Eu estava ULTRA nervosa neste dia, cheguei na academia sozinha e o pessoal nem tinha chegado ainda. E porque Deus é bom pra caramba comigo, bem nesse momento recebi a ligação do meu queridíssimo Juneca, que está sempre por dentro da minha vida “atlética”. Ficamos ali papeando então, ele me desejando boa sorte do seu jeito super técnico-metódico-juneca-é-mala, mas é meu mala querido e isso que diminuiu minha ansiedade em pelo menos 50% (e olha que ele nem sabe disso).
Quem vê acha que eu tava suuuuuussa...
............
O pessoal então chegou e todo mundo fez questão de me tranqüilizar e de tentar me deixar segura. Logo vi algumas meninas por ali, com bandagens nas mãos... e ficava tentando adivinhar com qual eu lutaria. E de repente, não mais que de repente, sensei Rato me avisa que vou lutar contra um cara. O dono da academia achou que mulher com mulher daria jacaré, e que iríamos acabar nos machucando. Mulher não leva na boa, é verdade, a rivalidade feminina é intensa pra caramba... o fato é que a partir daí, fiquei tão mais nervosa que tudo se guardou na minha memória sob o formato tênue dos flashes.
Pra cima!!
................
Eu me alongo. Me aqueço. Rodolfo sobe no ringue, dá um coro. Fotos. Vejo o Eder Jofre sentado ali no canto, meu estômago embrulha. Vejo meninas no ringue lutando contra homens, acho ridículo, fico com medo, tomo água. Tomo mais água, meu estômago dá pancadas na minha parede do tórax, meu coração reclama, sinto falta de alguém estar ali pra me apoiar. As meninas me apóiam e amenizam essa solidão.


Olha o braço do cara!
......................
Sensei me chama, me bota as luvas, entro em pânico e não demonstro. “Não vai chutar, hein”. Não vou chutar, não vou chutar, e essa galera toda olhando? Subo no ringue, cumprimento o maluco, o cara tem braços da grossura das minhas coxas, faz piada sobre eu não chutá-lo. Meu irmão, essa não é minha praia, mas eu juro que vou segurar as perninhas. O sino toca, a platéia se apaga, quero matar o cara. Acerto um, dois, três, tomo um, cinco, nove. O joelho sobe pra dar um hiza geri, abaixo a perna a tempo, tomo um direto no rosto. Ouço de longe a voz do sensei implorando por mais defesa. So sorry.

Apesar disso, deu pra fazer alguma coisa.

...............

Quando a luta acaba, e começo a ouvir os comentários, parabenizações, piadas sobre minha quase-joelhada, não sei se me sinto aliviada, orgulhosa ou humilhada. Minha baixa auto-estima suplica que eu enfie a cabeça na privada, mas meu espírito vence a disputa e fico ali com a galera vendo todo mundo mandar benzaço: Ligeirinho, Du, Renan, Tecchio, todo mundo abalou aquela academia.

Vacilou? Toma na testa.
..............

No fim do dia, eu acabei chorando e me sentindo mal, mas hoje dá pra ver, consultando aqueles flashes, que foi só a ansiedade e a adrenalina. A exposição. Foi a insegurança. No geral, e sensei concorda, fiz um ótimo trabalho. A raiva do cara ter decido o cacete em mim é mágoa projetada: eu fui agressiva, ele respondeu à altura. Chega de ser protegidinha.

O fofo do Eder Jofre assinou minha luva, me chamou de simpática e cantou o melô: Nana, neném, que o bicho vai pegar! (ele não me conhece...)

....................

Passado quase um mês desse evento, ainda olho as fotos com alguma emoção. Eu tava apavorada, mas não fugi da raia, e pra quem é portadora de um transtorno de ansiedade, isso é uma puta conquista. Em julho tem um campeonato e até lá vai ser mais expectativa.

Equipe Seiwakai: thank you all guys!!

...................

Sensei faz questão que eu me inscreva. Tem colocado a maior fé em mim. Em meio às implicâncias e às pegadas de pé, mostrou uma puta confiança e me deixou dando aula pra duas alunas novas da academia, que nem sabiam dar um soco. E depois que passei o treino pra elas, me parabenizou.
“Você leva jeito pra coisa. E tem mesmo que passar pra frente a ajuda que um dia te deram. É isso aí.”

É isso aí, sensei, passando pra frente.

É isso aí!

segunda-feira, setembro 08, 2008

OSSU!

Família Seiwakai Lapa ** OSSU!
Da esq. para a dir., em pé: Tecchio, Thiago, Rodolfo, Clayton,
Sensei Rato, Caio e Douglas
As meninas: Vivi, Fabi, Dani, Mariana, Shirlei, Fabi e eu
Ajoelhados: Rafa, Ligeirinho, Renan e Carlos


O combinado era às 9h30 da manhã (nem um minuto a mais, disse o sensei) ali na academia. Da Lapa, a gente seguiria em comboio até o Campo Belo, pra todo mundo chegar junto.

Na noite anterior, senti o sintomas de uma crise de ansiedade se aproximando: taquicardia, suor frio, pensamentos a milhão. E se eu não conseguisse? E se eu fosse reprovada? Pensei em ligar pras meninas, mas achei meio nóia. E respirei, respirei horrores. Mal dormi, porque fantasias terríveis vinham na minha cabeça – na pior delas, éramos chamados, individualmente, para demonstrar os golpes: Nana, uchi kakato otoshi! Ossu sensei! Yoko geri – ossu sensei! Ushiro mawashi – ferrou, sensei!

Acordei às 6 da manhã, totalizando no máximo 4 horas de sono... a ansiedade era grande. E se eu errar? E se confundir os golpes? Vou ter que lutar? Chegando na academia, toquei na porta da casa da Vivi esperando que ela me acalmasse – por sorte ou não, ela estava quase tão ansiosa quanto eu... o resto da galera estava agitado, mas ninguém parecia estar na mesma vibe que eu, até eu encontrar a Shirlei. A gente se abraçou e confessou que estava com dor de barriga de nervoso, e naquela hora estava mais do que determinado que não importava quantos golpes me pedissem: uma avaliação era sempre a maior porrada na vida de uma perfeccionista.

Chegamos na academia do sensei Luciano após pegar um puta trânsito, e no carro mesmo, com a Vivi, a Shirlei, a Fabi e o Thiago, eu já saquei que a galera estava muito mais nervosa do que queria demonstrar. Quando chegamos na academia-matriz, eu quase sentia que tinha que ficar em silêncio, um quê assim de reverência... nos trocamos e em pouco tempo o exame de faixa ia rolar.

O treino técnico começou e senti que dava pra dar uma relaxada - já havia feito aquilo centenas de vezes, era campo seguro, território neutro, dentro do controle. Beleza, estava tranquila, apesar do calor de mais ou menos 30 graus que estava rolando lá dentro. Também, pudera: eram 44 alunos, além dos senseis e convidados. Tudo isso gerava um calor humano dos mais potentes...

O problema recomeçou quando que eu me liguei que os 4 senseis presentes (Luciano, Rato, Edivan e Jurandir) ficavam passando entre nós, olhando detalhadamente o que estávamos fazendo. Recomeçou o nervosismo, e quando o Luciano me corrigiu no bloqueio de um mawashi, eu tremi na base - pronto, tinha havido uma falha. Quase chorei, mas o olhar tranquilo da Fabi, que no auge da sua porra-louquice estava achando tudo aquilo o maior barato, me tranquilizou... só dava pra seguir em frente.

Acabado o treino, foram nos chamando em ordem de faixa. Dava pra sentir uma energia incrível rolando ali no meio daquela galera, todo mundo sentado esperando ansiosamente seus nomes serem chamados, o sensei Luciano com um livro preto na mão, iguais àqueles que as professoras usavam no colégio para escrever anotações e advertências sobre os alunos. Então... então eu estava na maior adrenalina e na maior tensão ao mesmo tempo.

Faixa azul eu sabia que não tinha pegado, mas na amarela eu dei uma titubeada... será que tinha conseguido superar? O sensei chamou as meninas, e eu via na cara delas o orgulho e o sentimento de conquista. Fiquei orgulhosa que todas as meninas da academia estavam com uma graduação mais alta, e vi que o Rato também estava bem feliz.

Quando o sensei começou a chamar os faixa-verde, eu quase explodi: tinha conseguido! Era de verde pra cima, e aquele era meu objetivo. Fora pelo calção verde que eu parara de fumar, fora pelo calção verde que eu havia abdicado de muita coisa em prol dos treinos. Foi pelo calção verde que minhas amigas se irritaram algumas vezes quando eu eliminei todas as segundas e quartas à noite do meu calendário de saídas noturnas– “é dia de treino, e eu não vou faltar”. De segundas e quartas, eu incluí as terças e quintas à tarde, e depois a sexta-feira à noite. Minha família reclamou um pouco que eu só treinava, e foi meio duro fazer mamis compreender que os machucados faziam parte do negócio...
O pessoal era chamado um a um e eu fui ficando. Todo mundo morreu de rir quando o sensei chamou o Ligeiro por um nome meio americanizado, que a princípio ninguém reconheceu. Era óbvio que o apelido ia pegar. Ia não, já pegara: de Janílson, ele virara o Djénilson, e a gafe foi a oportunidade que todo mundo esperava pra poder rir, mostrar que estava feliz, tirando um pouco a cara de seriedade do rosto.

Quando o Luciano me chamou, eu queria pular, gritar, chorar. OSSU!, foi tudo o que eu disse, e orgulhosamente me sentei junto aos demais faixa verde. Enquanto os outros alunos eram graduados, um filminho passou na minha cabeça – lembrei da primeira aula que eu fiz, ainda na academia do Bruno, com o Thiaguinho... não sabia o que era jab, nem direto, muito menos um gedan. Minha irmã ainda lutava comigo, a gente achava tudo aquilo a maior doidera e às vezes até brigávamos no meio do treino.

Lembrei quantas vezes pensei em parar os treinos por achar que não levava jeito pra coisa, mas as palavras do sensei Rato sempre me motivavam e eu seguia em frente, até mudar pra academia da Lapa atrás dele quando ele saiu da Uru-Brasil. Lembrei que eu cheguei lá na Lapa cheia de medo, com a minha sempre presente dificuldade em fazer amigos, insegura, com vergonha... Lembrei que abandonei os treinos no começo do ano por causa da ansiedade, e que fui super bem recebida quando voltei com o rabo entre as pernas e disposta a recuperar o meu moral. Foi quando eu e as meninas metaforicamente baixamos a guarda e nos tornamos amigas, parceiras, que se ajudam nas horas difíceis, que puxam a orelha uma da outra durante os treinos – o mais honesto exemplo de seiwa: a união pela aprendizagem, a ação coletiva, o esforço conjunto.

Após a graduação, fomos todos tomar uma cerveja na pastelaria ali na Monteiro de Melo mesmo, e claro que o brinde foi um OSSU! bem alto e bem forte, como a gente merecia! A Shirlei tentou ir embora umas 12 vezes e em todas elas a gente a convenceu a ficar mais um pouquinho. Ninguém queria que ninguém fosse embora, pois havíamos conquistado aquilo juntos, e a Shirlei era o maior exemplo de superação – ela teve que usar a corda durante os primeiros meses, e estar ali era uma puta vitória!

A gente comeu e bebeu, e conversou e riu demais, todos meio anestesiados pela descarga de adrenalina: tinha acabado, e todo mundo tava mais que satisfeito! Dava pra ver que o sensei estava orgulhoso de nós, e o sorriso da galera quando viramos o último copo era algo de filme. Ninguém tirou foto porque nem precisava: eu tenho certeza que ninguém nunca vai esquecer aquele brinde.

Depois de um tempo os ânimos foram baixando, a adrenalina acabando, e sem falar nada, levantamos pra irmos embora. A despedida na frente da academia foi gostosa, com muitos parabéns e agradecimentos ao sensei, e todo mundo se comprometeu a, óbvio, estar lá de novo na segunda à noite pra treinar pesado.

Voltando pra casa o sorriso não saía do rosto... vitória, vitória, vitória! Não há nada igual ao sentimento de vencer os próprios fantasmas, e eu estava tomada por satisfação. Botei no som o meu hino à alegria, Girls just want to have fun, e cantei a plenos pulmões porque era bem isso: eu tinha vencido uma etapa importante e agora queria curtir a conquista, sentir orgulho, merecido orgulho, e me sentir finalmente confiante.

Chegando em casa, a adrenalina baixou total e veio o sono, merecido, após tantas noites mal-dormidas. Abracei minha mãe, que ficou toda orgulhosa da filhinha, e me fechei no meu quarto. Era a minha hora comigo mesma. Continuei com a roupa de treino, e me olhei no espelho com olhos de combate... sorri – agora, Ana Paula, é rumo ao ringue, rumo à faixa marrom, rumo às competições.

Com espírito guerreiro e de roupa de treino e tudo, adormeci, um sono profundo com sonhos intenso, povoados de príncipes, princesas e ringues em plenos verdes campos... no centro do campo estava eu, num lindo vestido. E quando eu subi naquele ringue, o Sr. Myagui, de Karate Kid, estava lá, me entregando uma flor verde.

Acordei agradecendo àquele mestre que na minha infância e em minhas fantasias me deu tantos exemplos, e dentro de mim nasceu uma nova sensação: a de que tudo está apenas começando...

segunda-feira, junho 16, 2008

OSSU!!


Família Seiwakai: preparando o corpo, a mente e o espírito.
Porque a água estagnada apodrece, a água fluente é sempre boa!

segunda-feira, novembro 27, 2006

Só de passagem

Então são 23:30 de uma segunda-feira morna e pacata, me sento na frente do computador, tentando me livrar do caminhão de coisas que tinha me comprometido a fazer hoje, e que, inexplicavelmente, não fiz. Ligar na TIM e mudar meu plano. Procurar pela décima vez a nota fiscal na rede de proteção das janelas e pedirem para virem arrumar antes que chovam gatos no playground do prédio. Fazer hidratação no cabelo, atualizar meu CV (isso eu devia ter feito em julho!).

Entre um cigarro e outro, lembro que tinha jurado parar de fumar.
Percebo então que também esqueci de ligar pra manicure e marcar um horário amanhã. Aí olho pra cama e vejo ali, lindinho e repousando há pelo menos umas 4 horas, o livro que eu tinha me comprometido a terminar de ler ontem. "Pragmática da Comunicação Humana". Leram? Chatésimo. Devia chamar "Matemática da Confusão Humana". Argh.
Tentando me distrair, repito mentalmente que pelo menos ontem foi um dia gostoso - tem coisa melhor que fofocar com a mulherada tomando um chopp? Só que, cacete, me lembro que eu também tinha dito que não ia beber durante um mês, e não é que esqueci, menina??
Paciência, amanhã começa tudo de novo. Ligar na TIM, fazer hidratação, arrumar o CV, procurar Nota Fiscal, ler o livro, fazer as unhas. Isso tudo sem fumar e nem tomar uma cervejinha pra desestressar. Cansei só de pensar. E cansei mais ao lembrar que amanhã é dia de Kickboxing. Affe. (ao menos o professor substituto é um docinho)
Juro que vou voltar a ler assim que terminar esse post. A prova tá chegando e ainda faltariam 3 hipotéticos livros para ler (hipotéticos pois 2 deles já decidi não ler, mas o número assusta, faz pressão, e como eu já disse, pressão é tudo).
Eu vou ler, mas antes vou dar uma passadinha nuns blogs ótemos que andei descobrindo e me deliciando ao ler. Já viram? Vai lá!
Garanto, ótimo.
Vou voltar a ler, juro. Mas antes vou fumar um cigarro!