segunda-feira, janeiro 22, 2007

A VERDADE, A MENTIRA, E UM BLOG

Ter um blog não é nada fácil. Quem tem um sabe o quanto às vezes a gente tem medo de expor ali uma emoção, um medo, um sentimento, uma história.

Ter um blog não é nada mais do que projetar sua cabeça para fora, traduzir em palavras uma cacetada de sentimentos (muitas vezes por não ter uma outra opção), pra poder depois visualizá-los ali, já organizados, já com um sentido tendo sido dado. Um blog é um espelho.

Infelizmente, há quem diga que blog é exibicionismo. Há quem diga que é Big Brother, há quem chame de ridículo. Existem ainda aqueles que simplesmente não conseguem ser tão francos consigo mesmo para concretizar e botar em palavras coisas que, a princípio, só existem dentro de nós, e que não entendem que, muitas vezes, o que fica dentro de nós simplesmente não existe se não pode ser visualizado.

Penso que aqueles que acham tão fácil julgar, condenar e ainda botar uma pena de morte em cima de textos tão honestos e gentis, são simplesmente pessoas que absolutamente não têm coragem de olhar para dentro de si mesmos. Já dizia Freud que aquilo o que criticamos nos outros é o que mais odiamos em nós mesmos, e, geralmente, uma grande incapacidade de fazer igual. Pois acho que, aqueles que me julgam tanto por escrever aqui meus pensamentos, simplesmente não têm coragem de admitir para si mesmos os seus próprios sentimentos e reflexões, e que guardam em si um medo extremo de perda do auto-controle.

Botar sentimentos, pensamentos e ações em palavras escritas, registradas e publicadas, é a forma mais honesta e corajosa de compromisso, de assumir suas próprias atitudes. É quase que como lavrar em cartório aquilo que sente, é colocar de forma definitiva e concreta, e dizer ‘sim, é tudo verdade, é assim que me sinto, pode autenticar’. Num blog não existem segredos.

Infelizmente existem aqueles que não compreendem. E aqueles que julgam.

Um blog é um diário pessoal, e nada, nem ninguém, pode julgá-lo. Talvez se eu tivesse saco de escrever a mão, eu manteria um diário manuscrito, mas hoje, essa é forma que melhor se encaixa na minha vida, e além do mais, modéstia a parte, sei que escrever é uma arte, e o que é arte deve ser compartilhado.

Se querer compartilhar textos bem escritos - e aqui me falta modéstia novamente - for encarado como exibicionismo, como querer escancarar ao mundo histórias pessoais, então sinceramente não sei o que significa liberdade.

Se abrir minha cabeça e permitir que outros entrem e compartilhem, entrem e me ajudem, entre e opinem, é traição, então não sei mais o significado da palavra MENTIRA. E pelo visto, nem da palavra VERDADE.

Àqueles que não suportam a verdade, e preferem viver em um mundo de mentiras e comodismo, peço gentilmente que não adentrem este meu universo particular, fechem esta janela do seu browser, e gentilmente saiam, deixando que aqui a verdade se expresse, pois aqui não existe espaço para mentiras. E mentirosos e acomodados, mentirosos e covardes, mentirosos e inescrupulosos, simplesmente não são bem-vindos. Nem aqui, nem em minha vida.
A porta se fecha aqui, com um pedido mais do que sincero: RESPEITO é tudo o que se tem, portanto, por favor, respeitem, não julguem, e olhem mais para as próprias vidas antes de julgar a minha.

2 comentários:

Fê Savino disse...
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flavia melissa disse...
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