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segunda-feira, janeiro 14, 2013

Promessa



Até os passarinhos pararam de piar; as águas ruidosas se calaram naquele instante. Até mesmo o vento cessou de uivar para ouvir nosso silêncio - eu sei e você sabe que ele nos disse mais que qualquer palavra. Não há necessidade de um verbo sequer para traduzir a força daquele encontro, mesmo que a magia tenha acabado tão rápido quanto se criou. Se fomos interrompidos não importa tanto; se o medo fez o momento se perder já quase não faz diferença. Dentro de mim, aconteceu, e é como se o mundo tivesse parado de girar por um segundo, para testemunhar nossa conexão e a força da nossa coragem ou covardia de seguir ou não em frente. Aquele dia selou uma promessa: nossos corações ainda se tocarão mais uma vez, mesmo que, a despeito de todos os desejos, nossos lábios jamais o façam.

quinta-feira, outubro 25, 2012

Transe literário


Os dedos tamborilam o teclado em busca das palavras. Letras e letras se alinham e dançam sob meus olhos, enquanto perco o foco e avisto ao longe. Palavras se formam; frases desconexas e sentidos soltos marcham à frente, delineando nossa história na tela-papel em branco. Entro em transe; os dedos frenéticos se movem; os arquivos da memória são esquadrinhados em busca dos significados há muito atribuídos, as sentenças vão sendo construídas e dadas ao longo deste novo e tardio julgamento. Paro: releio. A pele do rosto se avermelha. Está ali a nossa condenação – mais um texto obscuro, condenado a permanecer escondido, mais uma confissão, oculta para sempre nas velhas pastas do PC.

quinta-feira, julho 01, 2010

La fora




Reaprendi a viver sem voce
Surpreendente perceber ser mais facil do que eu podia imaginar
Ha tanta vida la fora!
Que hoje eu so temo a hora
Em que tiver que voltar.

domingo, junho 20, 2010

Fui!!!!




A partir de hoje, eu sou apenas um pontinho caminhando por este mundo tão gigante.
Um pontinho, deixando temporariamente todos os problemas fora da área de serviço...

quinta-feira, junho 03, 2010

Saudades

E muita, mas muita vontade de jogar boliche...

sexta-feira, maio 21, 2010

Silêncio

Tento, aqui dentro, reencontrar meus fragmentos. Mas as palavras fogem súbitas enquanto aguardo o seu momento – esperando respostas encontro apenas mais perguntas, desça sua espada sobre mim, seja ela um não, seja ela um sim, qualquer que seja o peso desse fardo. Esse silêncio bastardo que corrói é o mesmo que constrói expectativas sem fim, unindo pontos, ligando formas e buscando fórmulas para dissipar esse nó aqui dentro de mim. A cabeça pesa procurando uma saída, um desenlace firme para essa cilada, a frase é triste, mas quem poderá negá-la? – eu admito, é verdade, apenas quem te inflige dor pode tirá-la.

segunda-feira, maio 10, 2010

A outra

Uma amiga minha disse: você só sabe se realmente gosta de alguém quando transa com outra pessoa.

Que pena, essa de se conhecer tão bem a ponto de saber, de ante-mão, que nada disso seria necessário pra poder consultar com toda sinceridade o meu coração.

A ignorância, às vezes, é tudo o que se precisa para ser feliz.

quarta-feira, abril 28, 2010

Parece, mas não é




Sensibilidade às vezes é intolerância.

Convicção, arrogância.

Impulsividades se disfarçam de coragem, confiança pode bem ser prepotência.

Determinação pode ser teimosia. Perseverança, negação da realidade.

O que era crença se revelou necessidade. O otimismo, ilusão.


Sobem-se os véus do desencanto, primo antigo da paixão.


A história de amor era apenas dejá vu.

sexta-feira, abril 23, 2010

pelo que esperar



Tempo, que passe.

terça-feira, abril 20, 2010

Lugar errado



Um viajante vinha andando pela rua quando avistou, na esquina próxima, um homem a procurar algo no chão, embaixo de um poste de luz. Aproximou-se do homem o viajante, e perguntou-lhe o que fazia. “Procuro por minhas chaves, que perdi”. O viajante imediatamente se prontificou a ajudá-lo. Procuraram por muitas horas a chave perdida, debaixo da luz do poste, sem sucesso. Horas mais tarde, já cansados, pararam para descansar. O viajante então perguntou ao homem: “Parece não estar aqui. Você não tem idéia de onde poderia ter perdido sua chave?” , ao que o homem disse “Sim, eu perdi na rua de trás!”. O viajante, confuso, indagou: “Mas, oras, então por que a procura aqui?”. Ao que o homem respondeu: “Aqui tem luz.”

terça-feira, abril 13, 2010

por linhas tortas

Tento com todas as minhas forças ter firmeza o bastante para continuar, para que eu fraqueje cada vez menos e que a culpa não venha me assolar. Preciso me convencer de que o universo conspirará sempre a favor, mesmo que das maneiras mais tristes. Me concentro na idéia de que os sofrimentos simplesmente fazem parte desta vida, de que se originam especialmente no apego e desejo excessivo. Tento me perdoar pela forma tosca com que procurei afastar-me das origens do meu sofrimento, mas procuro me ater ao fato de que não importa de que forma consegui sair deste limbo, o que importa é que saí. Nem sempre fazemos algo da maneira mais adequada, e devemos colher as conseqüências das nossas atitudes, mesmo as que foram motivadas pela tristeza ou pelo desespero. Nesse momento, busco meu perdão, mesmo que aquele a quem feri não consiga me perdoar. Fiz o que consegui fazer – se até Deus escreve certo por tortas linhas, por que eu não haveria de falhar?

domingo, abril 11, 2010

Caos calmo


A calma só habita os corações convictos.

domingo, fevereiro 28, 2010

É pra frente, jão!


E tem gente que ainda se pergunta qual é o sentido da vida...

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Equipe


Assistindo às provas das Olimpíadas de Inverno, me deparei com a patinação artística em duplas. Um show de sincronia. Fiquei pensando que talvez relacionar-se requeira as mesmas habilidades que requer a patinação conjunta: sincronia, parceria. É equipe. Quando o outro desequilibra, o parceiro investe seu próprio equilíbrio para salvá-lo da queda. Se o outro escorrega, o parceiro compensa. Quando um se joga, confia na força e destreza do outro. E se por acaso eles fracassarem no final, por causa do deslize de apenas um deles, o outro há de consolá-lo, e juntos lambem as feridas – sabem que o problema de um é problema dos dois, não há um culpado. São equipe.

terça-feira, novembro 17, 2009

coisas que não voltam atrás

Três coisas que não voltam atrás:

A flecha, quando lançada;
A palavra, quando proferida;
E a oportunidade, quando perdida.

Ah, o tempo. Senhor ingrato do arrependimento!

quarta-feira, novembro 11, 2009

Sinais de que você está envelhecendo


Você compra seu próprio protetor solar
(não pega emprestado da mãe);

Você faz exame de colesterol
(e se preocupa);

Você faz exercício pro bem do seu coração
(e cansa fácil);

Você checa suas finanças quase que diariamente
(e se preocupa);

Você começa frases com "no meu tempo..."
(e não se censura);

Você guarda as papeletas do VisaElectron
(e se preocupa);

Você compra um talão inteiro de Zona Azul
(e dura pouco);

Você fica em Sampa no feriado porque não quer mais pegar trânsito...

... e mesmo assim se preocupa!


PS: Sério, nunca achei que eu teria um talão de Zona Azul. Eu via o da minha mãe e parecia tão distante... coisa de gente grande.

segunda-feira, outubro 05, 2009

60 segundos


Os dias têm passado rápido. Talvez até rápido demais, rumo ao novo ano que nos espera. Pulamos de vez rumo ao Natal, com exatos 81 dias de antecedência. Mais um piscar de olhos, e fogos de artifício já estarão no céu. O Brasil inteiro comemora 2016. A passagem mais rápida do tempo não tem sido observada apenas por mim. Cientistas fazem teorias sobre a rotação da Terra, sobre as novas dimensões; gente afirma que o dia não tem mais 24 horas, gente diz que um minuto já não tem sessenta segundos, tem teoria que diz que, quanto mais velhos ficamos, e mais conhecido o mundo se torna, mais rápido parece que o tempo passa - pois o tempo não existe, existe é a contagem do tempo, a nossa percepção sobre ele. (Percepção: sentidos + interpretação) Nossos sentidos continuam intactos... a velocidade das coisas inexiste. Mudou nossa interpretação? Mudou minha maneira de ver as coisas? Meus minutos já não formam horas – formam dias. A agenda mudou ao longo dos anos. Minha semana deixou finalmente de ser um martírio sem fim rumo ao sábado e domingo, quando a vida realmente acontecia. Agora a vida acontece. Os dias mais belos, coloridos, amáveis, transformando a passagem das horas num escorrimento indelével do tempo rumo ao fim dos meus tempos. Cada dia a mais, um dia a menos. Metamorfose. A memória, que persiste. Ah, o tempo... finalmente um aliado.
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(De repente se torna surpreendentemente cedo e precipitado fazer uma retrospectiva)

domingo, setembro 20, 2009

_perfect match

I´m really glad I found you :)

sexta-feira, agosto 28, 2009

Done


Tem horas que abandonar o jogo é a forma mais honrada de vencê-lo.

sábado, agosto 08, 2009

waste of make-up

In fact, it really was...