terça-feira, agosto 10, 2010

Saudades de Shangahi!


Shanghai Sisters: souvenir no Dragon Boat.


Com a volta eminente de minha irmã ao Brasil, faltando apenas 20 dias para que estejamos juntas novamente, tenho sido invadida por memórias de Shanghai. Não foi simplesmente o fato de ver minha irmã novamente, mas foi como nos divertimos juntas, como fazíamos antes de todas as responsabilidades tomarem conta de nosso cotidiano.

Logo que cheguei a Shanghai, no Aeroporto Internacional de Pudong, o chororô já começou. Em parte, por ver minha irmã, em parte pela emoção de estar literalmente do outro lado do mundo! De pequena que me achava para viagens dessa magnitude, de repente me senti super cidadã do mundo, descobrindo o que nosso gigante Planeta Terra tem a nos mostrar.

Sabrina e Xuxu: carregadores oficias de malas!


Ao encontrar minha irmã, me senti novamente com 17 anos de idade, quando nos divertíamos tanto que mal sobrava espaço pros dramas do dia-a-dia. A sintonia estava fina e o cenário absolutamente inovador dava conta de me deixar 100% ligada o tempo todo, com energia e alegria suficientes pra viver os próximos 5 dias com plenitude!

Logo que cheguei, as primeiras maravilhas de Shanghai já me foram apresentadas: o Maglev, famoso trem-bala que anda a 430km/h e que flutua a 15cm do solo, foi o que me conduziu a Puxi, onde minha irmã mora. E uma vez chegando no dorm onde moraria pela próxima semana, eu mal poderia imaginar quanta coisa boa me aguardava.

Mag-leeev, mag-leeeev!



Logo na primeira noite já fui apresentada a pessoas maravilhosas, especialmente o Rapha e Lincon, parceirões de primeira que me conquistaram de imediato. De cara fizemos uma balada incrível, num navio maravilhoso, onde fui apresentada a quase toda a comunidade brasileira de Shanghai.

São muitas as lembranças desse período incrível, o metrô de Shanghai com suas 13 linhas gigantescas, a Expo Mundial onde honramos nossos ancestrais no pavilhão da Lituânia e onde nos emocionamos no pavilhão brasileiro, nas ruazinhas fofas e amontoadas do Bund, a paz do Yu Yu Garden, o palácio do antigo imperador, a cervejinha em happy-hour na Hong Mei Lu com panyo Lincon, o Simple Thai com a Ju, o Latina, restaurante brasileiro onde matei a fome de picanha mal-passada e pão de queijo, a Nanjin Lu abarrotada de gente, o Jaddhe Buddha Temple, o Rio Pudong, o "cafezinho" hilário na casa do Rapha.

Panyo em plena Old City!



Rapha, aliás, que me encantou e que lamento tanto morar tão longe. Que coisa esse destino, que traz pessoas especiais mas as mantém longe da gente. Tinha que morar na China? Não, eu não podia voltar com esse nível de dilema na cabeça...

Os dias passaram voando, em meio a passeios, festas, massagens nos pés à uma da manhã, em meio ao Gucci Cafei com Sabrina e Xuxu (thanks man!), e principalmente em meio a conversas longas e profundas com minha irmã... e também conversas que não aconteceram, simplesmente porque não precisaram acontecer, dada a intensidade da comunicação pelo olhar.


Para Vó Vera: viva a Lituânia!


Maravilhoso resgatar a sensação de afinidade e de conforto quando se está junto aos seus. Quando se pode ficar confortavelmente em silêncio enquanto se sente completa, plena. Descobri, da melhor maneira possível, que minha vida nunca estará completa se minha irmã não estiver nela, ativamente, presente de corpo e alma. Alma: tenho certeza que as nossas já se conheciam antes dessa vida. Talvez sejamos nossas próprias almas gêmeas, e devemos parar de ficar procurando por aí o que já temos tão perto de nós.



Huang Pu River: o famoso Rio Amarelo.


Voltar ao Brasil, me despedir das pessoas, das ruas, dos chineses, doeu mais do que eu imaginava. Mas foi bom ter conseguido voltar para casa com a certeza de que eu já sei exatamente com quem, como e onde devo estar: é no lugar em que nossos corações escolhem para se sentirem verdadeiramente em casa, com pessoas que realmente te acrescentam, descobrindo as maravilhas de um mundo tão gigante.

Incrível, isso de ter que ir para o outro lado do mundo para descobrir algo que estava debaixo do meu nariz: já tenho tudo o que possuo para ser feliz, enquanto eu tiver o bem mais precioso e insubstituível – amor-próprio, e meu coração aberto.


Rapha, eu, Lincon e Ire: saudades eternas de momentos inesquecíveis! Thanks guys!

Gambei!

3 comentários:

Caco disse...

Uai - cês são irmãs?

Fernanda S. disse...

hahahaa São, Caco, vc não sabia?

Nana... que vontade de arrumar as malas e ir embora! Mto bom encontrar com as pessoas que amamos em qualquer lugar, seja aqui seja na China, é sempre bom estar perto delas!!!

Saudade de vcs!

Beijoca

oblocodenotas disse...

Ah! Qu'inveja dessa viagem.
Fica a dica...

Blog legal, btw =)