quinta-feira, outubro 18, 2007

Seis por meia dúzia

Semana passada, minha amiga Alice* sofreu a sua mais recente desilusão amorosa. O gatinho com o qual ela saía quase todos os fins de semana e feriados que passava em sua cidade, subitamente mudou de jeito e de costume, e pegou umazinha bem na sua cara. Desnecessário tentar descrever a dor de Alice: fora substituída por outra enquanto estava fora! Mais tarde, levantamos a hipótese do gatinho (agora transformado em palhaço) ter descoberto que ela também o substituíra por outro carinha, mas apenas uma vez, uma vezinha só, em que ela estava na cidade dele, mas ele não. Logo descartamos a possibilidade. Afinal, quem poderia ter contado à ele? Talvez aquele cara, amigo em comum dos dois caras, aliás, amigo de um, PATRÃO do outro, que apresentou ambos à Alice? Magina.

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O desfecho da história foi a Alice muito louca numa festinha, dizendo pra mim entre dentes que não tinha nada não, logo aparecia algum melhor que ele.

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E por falar nesse amigo em comum aos dois palhaços de Alice, é importante lembrar que ele também é um partidão. Eu mesma tive a (in)felicidade de com ele me envolver. Foi coisa assim de sonho, espetacular e que dura pouco tempo, pois tão logo começou, fui trocada por uma(s) de peitos maiores. Aliás, vale ressaltar que não, isso não aconteceu enquanto eu estava fora, mas pareceu que eu nunca tinha estado. Após uma semana de indignação, tratei de logo o substituir por um genérico: igualmente moreno, cabelos igualmente cacheadinhos, partidão igual porém sem o mesmo tanquinho. A pilantrice também era exatamente a mesma.

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Minha outra amiga Marina* estava saindo há 3 meses com um gatinho lindo, residente do hospital em que ela trabalhava. A despeito de sua avó sempre a ter advertido que onde se ganha o pão não se come a carne, ela decidiu arriscar. E a coisa foi de vento em popa até que ele saiu de férias, e a coisa esfriou. Mesmo assim ele telefonava bastante. Quando ele voltou, foi a vez dela sair de férias, e quando ambos estavam novamente juntos no mesmo ambiente de trabalho, tudo parecia que ia dar certo. Mas não é que o cara continuava a chamando pra sair somente de quarta-feira? Quando ela achou isso estranho, e chamou o cara pruma conversa, ele deu uma de bom moço e jurou que queria se aproximar mais dela, e ela que não deixava. Marina quase se enforcou de tanta culpa, e jurou que dali em diante ia se abrir mais. Dois dias depois, o camarada a chamou pra conversar, e, meio assim sem jeito, confessou que tinha mentido: estava saindo com outra gatinha. Passou 40 minutos dizendo que sofria por não saber o que fazer. Na mesma noite, minha amiga não se deu por satisfeita e fuçou o orkut do calhorda. Status: namorando. Mais um palhaço.

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Algum tempo depois, Marina soube que o doutor-palhaço havia feito a exatíssima mesmíssima coisa com outra pessoa do hospital: sua própria orientadora. Ao que parece, a coisa era sempre assim: na hora que uma pressionava, ele substituía por outra.

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Recentemente, passei pela mesma situação da Marina. Também foi com um cara do trabalho e também fui trocada por outra na calada da noite, que por ironia do destino, tinha o nome mui parecido com o meu. Primeiramente me revoltei. Depois lembrei que também o havia susbtituído enquanto eu estava viajando e ele em São Paulo (com o mesmo palhaço-partidão da história da Alice. Aliás, é a mesma história: cabelos cacheados e muita safadeza). Vai, confesso: o substituí duas vezes. Na mesma cidade. Mas não com o mesmo partidão. Mas foi de saudades. Fazer o que? Ele estava longe...

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Meu amigo Otávio* recentemente terminou com a namorada depois de 7 meses de ponte aérea Rio-São Paulo. Ele é paulistano, mora no Brooklin. Reclamava das horas perdidas em Congonhas. Ontem me telefonou dizendo que estava novamente feliz. A responsável? Mora no Morumbi. E tem casa em Paúba.

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Minha antiga porém fabulosa sandália preta arrebentou bem na tira do dedinho. Ontem o sapateiro me deu a triste notícia, em tom de pesar: “Vale a pela consertar não, dona. Melhor comprar uma nova.” Quase chorei de desespero. Jamais tinha imaginado que um dia isso aconteceria. Afinal...

Somos todos substituíveis???
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* Para preservar a identidade real dos meus amigos, seus nomes foram substituídos...

5 comentários:

Flavia Melissa disse...

não todos. ou melhor, não para todos. vc é insubstituível para mim, assim como para a mamãe ou suas melhores amigas.
mas às vezes, sim, e infelizmente, somos apenas um par de sandálias.


te amo.

Fê Savino disse...

Afe... e o circo recomeça tudo de novo... os palhaços que o digam!!!!

E quer saber? Deixe eles fazerem as palhaçadas deles e faça as suas... não vale a pena ficar pensando!

E concordo com a Flá.. vc é única e insubstituível... afinal, será a autora do próximo livro que entrará na minha lista... heheh

Saudadeeeeee!!!

Bjooooo

Ick disse...

ca vou dizer, n'ao me sinto palha;o assim, ser[a a barrigona? o moicano? o jeitin de ser?rsrsrsrsmas convenhamos ein,, este circo que mostraste [e equivalentemente... risonho! palha;os e palhacinhas , fazendo palha;ada... isto se chama... ser humano??? beijos

Handerson Pessoa disse...

N. Ferreira:
Não te conheço, nunca te vi, mas adoro a maneira como você escreve. Nossos blogs tem nomes parecidos e falamos sobre coisas iguais. Adorei um texto a uns meses atrás, aliás, dois textos, leio sempre.
Parabéns, gosto das suas idéias e sempre acompanho as transformações do seu blog.

Handerson Pessoa

Marson disse...

Ser passada para trás , se sentir trocada é a pior coisa que existe!
Mas para homens palhaços como esses a melhor coisa é a indeferença!
Pensemos daqui para frente :
Não me lamentar e nã me sentir culpada , pois eles fazem pior!
H.T.P!!!
Na verdade gostaria de um repelente a prova de palhaços!! alguém conhece?!