terça-feira, junho 30, 2009

Hiato

Batem fortes aqui dentro, novamente, as mágoas da separação. Grandes despedidas marcaram nossa história – nenhuma definitiva, nenhuma de verdade. Nossas lindas palavras falam na vã tentativa de calar nossa terrível verdade: jamais estivemos juntos. Você me incute, por fim, a dúvida - será?

Meus sonhos e desejos se voltam novamente para ti, e em meio a um inverno emocional dos mais cruéis sua presença me lembra novamente o verão. Me sinto viva e meus galhos mostram novamente vontade de florescer. Meu solo está novamente fértil – recebo então sua semente estéril e acolho sua eterna dúvida. Mudam novamente as estações, e enxugo calmamente as lágrimas negras do rímel que usei pra te encontrar.

No hiato congelado existente entre nós, permanece a indelével e inquestionável evidência de que nossa história foi despedaçada há muito, muito tempo atrás. A esperança, morta-viva, volta para de onde veio. No eco das suas palavras eu vejo, finalmente, que nada restou a não serem promessas de que tudo seria muito diferente, se tudo não fosse exatamente como é.

4 comentários:

Luana disse...

Sem muito a dizer. Só que é triste. E triste continua a ser, não é? Mas acredito, que mesmo, o tempo, só o tempo, irá espairecer, todo esse passado, esse tempo atrás, que por um momento fez a esperança transparecer.
Com o tempo, tudo passa. E tudo volta a florescer!
Digo isso, como quem diz de algo que sente, que sentiu, e que está aprendendo a viver.

Ana disse...

"A esperança, morta-viva, volta para de onde veio."
Ainda bem que ela, a esperança, é assim, não?
Esperança rima com perseverança e sem as duas não existem felicidade.
Adorei o texto.
Beijos,

Fernanda S. disse...

Que vazio, amiga!!!
É triste sentir que as coisas realmente poderiam ser de outra forma, mas não o são! Paciência?! Sim, uma grande dose dela... talvez outra coisa muito melhor está por vir...
Enquanto isso, controle o vazio, deixe as mágoas irem embora e siga o seu rumo!!!
Saudade!
Beijos

meus instantes e momentos disse...

ótimo post, muito bom teu blog.
Gostei daqui.
Maurizio