terça-feira, setembro 25, 2007

fusão

Penteia meus cabelos e arranha minhas costas. Puxa os fios para trás, e vou de encontro a você. O meu corpo é poesia é você lê bem minhas linhas, recita meus versos e enfatiza uma rima. O seu tom se altera a cada redondilha. Porque meu ventre é violino e você é tão músico. Você sabe tocar estas cordas que vibram intensas sob seus dedos – um som baixo ecoa no seu quarto de dormir.

Geme baixinho que eu consigo entender - você ofegante me confunde os sentidos, teu som mais suave traduzirá o meu depois. O suor realça teu gosto e seus olhos refletem uma boca entreaberta. As mãos estão junto ao quadril. O ritmo cresce, a velocidade enlouquece e então um elogio. Uma fissão nuclear dentro de mim. Um cheiro ácido se espalha, sou eu e você e uma nova invenção. São duas metades e uma fusão. Te sirvo um orgasmo, você um café. Brindamos a tudo.

Tim-tim.

Um comentário:

Fê Savino disse...

Cada vez mais intensa... adorooo!
Quando sai o livro? hehe
Bjinhossssss