quinta-feira, março 05, 2009
quarta-feira, março 04, 2009
Vai passar?
Mas o que dizer quando a dor provém justamente do amor? Existe garantia de crescimento? Ou pode o sofrimento se tornar obsoleto? A bem da verdade, todo sofrimento traz aprendizado dentro de si?
A maioria das dores da vida é marcada pelas perdas. Elas fazem constantemente parte de nós: mortes, separações, viagens, mudanças. Perdemos, a todo momento, alguma coisa que mantinha a estabilidade e que perpetuava o status quo. Perdemos pessoas, empregos, dinheiro, aviões, lugares. Por vezes, perdemos a nós mesmos.
Dentre todas as coisas, papéis e pessoas que perdemos, não há perda mais sofrida do que nossas esperanças. Perder a esperança é perder a fé no futuro, é abrir mão da crença na efemeridade das coisas: é perpetuar um sentimento ou situação até o limite do suportável.
O sofrimento só é tolerável quando acreditamos que aquilo tem prazo de validade – o famoso “vai passar” é a bóia jogada ao afogado, que projeta no futuro a ausência da dor que experimenta. E é por isso que perder a esperança é perder tudo, é acreditar que a situação de sofrimento, outrora exceção, virou uma constante, se consolidou como um padrão. E o futuro, que um dia fora imaginado como um desafoga-e-respira, se torna indubitavelmente, a repetição eterna do dia de hoje.
Seria aí que um coração acaba por tornar-se, por fim, calejado? Quando cessam todas as esperanças de uma mudança do cenário emocional, seria aí que as pessoas entregam o jogo, jogam a toalha, desistem da luta, e se rendem à depressão, à ansiedade, ao medo, ao desconforto emocional? Ou seria justamente neste ponto que os que são virtuosos de espírito encontram a energia necessária para dar partida, mais ou vez, no motor de arranque? Por fim, quais seriam os fatores de que depende uma pessoa entregar-se ou causar uma reviravolta em sua vida?
Crer na possibilidade de experienciar bons momentos novamente parece ser o fator fundamental para dar a volta por cima, e reconhecer que cada momento da vida é conseqüência de escolhas pessoais é imprescindível. Assumir a responsabilidade pelo caminho trilhado é o ingrediente mais importante dessa mistura: sem isso, a vitimização se torna inevitável, jogando qualquer um para o fundo do poço.
Levantar a cabeça e assumir tanto o mérito pelas conquistas, quanto a responsabilidade pelas derrotas – eis o que diferencia aquele que toma as rédeas de sua felicidade nas mãos do resto das pessoas. Sair da condição de vítima das circunstâncias e parar de justificar no medo a falta de evolução pessoal é o que pode melhor definir o caráter daquele que verdadeiramente quer ser feliz, e é algo que só se aprende sofrendo.
O estado de felicidade não depende verdadeiramente da realidade ao redor de nós – esta pode ser, por vezes, cruel e difícil. A verdade é que o olhar e a esperança de cada um de nós é que irá definir se o copo está meio cheio, meio vazio, ou se é apenas e tão somente duas vezes maior do que deveria ser.
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N. Ferreira
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3:24 PM
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terça-feira, março 03, 2009
Oração ao Mestre
Eu agradeço a ti, Mestre, pelas respostas que pedi. Agradeço pela manifestação de tudo aquilo que eu havia questionado, pedindo que me trouxesse orientação. Agradeço pelas portas da minha visão terem se aberto tão amorosamente. Agradeço por evitar o desperdício e a doação de bens tão valiosos quanto o amor-próprio e o respeito pela humanidade. Mestre, te agradeço especialmente a proteção em também não ter violado a carne, para não decorrer no físico a frustração mental.
Divino Mestre, ajuda-me a compreender as limitações humanas, enxergando no outro o espelho de mim mesma. Ajuda-me a ter compaixão e solidariedade, não infestando de mágoas meu peito, nem deixando-me invadir por lembranças cruas de um passado doloroso. Orienta-me a distinguir o que é passado, não contaminando experiências presentes com vislumbres do que já se foi.
Dê-me sabedoria para não usar de julgamentos, evitando assim ser injusta ou tendenciosa. Que eu tenha serenidade para me perdoar e perdoar ao outro quantas vezes se fizer necessário, mantendo meu coração sempre em alegre exaltação espiritual.
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N. Ferreira
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10:18 AM
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segunda-feira, março 02, 2009
Ok, next.*

Receiving a text message at 3.00 am can be damn good. But it can also be pretty bad when you suddenly realize that it wasn´t for you: he switched your phone number. You better turn your phone off after midnight - it might be disgusting to know, like a slap on your face, that the person that you have been seeing in the past 4 weeks was spending the night with another woman.
Ok, no big deal – if he wasn’t the guy that you finally decided to give a chance. Before that, you have been very clear to the Universe: you don´t want bad guys anymore. This one seemed to be really nice, tender, handsome, a good friend. You believed him. You´ve bet all your emotional-money on him, and you could swear to the Gods: this man will never hurt you.
But he did. What you most feared finally happened: you gave a shot, and it failed. How keep trying over and over, when all your beliefs are teared apart? How can you get together the tinny little parts of the hope to get enchanted again by someone that is not your parents, or maybe your shrink?
That´s fine. It just happened. And, probably, it isn´t the first, and neither the last time, that someone will break your heart. Just another guy, another scene, tearing you apart. You love, you get hurt, and then you keep moving.
Ok, next.
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*Mais da filosofia-ok-next aqui.
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N. Ferreira
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8:25 AM
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domingo, fevereiro 22, 2009
Implacável
E, de repente, a gente lembra. Parece que tomou um soco. Assim, vindo do nada, com a guarda baixa, inocência rara de que se está protegido. A memória ataca.
Difícil pensar no que poderia ter sido. No que poderíamos ter feito. No que poderíamos ter tido. Difícil pensar que a felicidade pode ter escapado pelos vãos dos dedos sem que nos apercebêssemos disto, iludidos que estávamos com a idéia da estabilidade.
Mas não - o tempo não para, o mundo gira, as coisas mudam. Os sentimentos, a despeito do que possam dizer, costumam ser volúveis, e inesperadamente, apenas a memória é estável e firme o suficiente para resistir à passagem do tempo.
O que poderia ter sido. Ter feito. Ter tido. Tic-tac, tic-tac. Poderia ter sido diferente? Ou o destino era certeiro, independente do caminho utilizado para chegar até aqui? Teria sido possível pegar uma tangente, um atalho no meio dessa minha história, e mudar o fim deste período?
As dúvidas pulam, as pulgas plantadas atrás de minhas orelhas. As dúvidas: ter sido, ter feito, ter tido. Se eu pudesse. Se eu tivesse podido. Tic-tac.
Sem choro nem vela - não pude, não fiz, não tive.
A vida segue. Implacável. Bola pra frente.
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N. Ferreira
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3:26 PM
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sábado, fevereiro 21, 2009
Beijo me liga!!
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N. Ferreira
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4:51 PM
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quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Algo mudou
Não foram suas mãos e nem seu abraço depois de nós dois. Tampouco foi nosso durante – você como sempre foi bruto; eu, claro, submissa. Fomos os dois, como de costume, como cão e gato – gato e rato, rato e presa: me prende entre os dentes num momento de glória, e me dá de presente seu sorriso afetado. Nada poderia ser, ao um mesmo tempo, tão sublime e tão trivial.
Seu tom foi igualmente íntimo. Nos elogiamos como de costume, sem falsas modéstias. Adormecemos exatamente da mesma forma – do contato total à individualidade no final da noite. Agradecemos, ainda que em vão, a nossa total reciprocidade de objetivos – no fim do episódio, ninguém jamais sai magoado.
Foi seu ‘bom dia’ que mudou em meus ouvidos? Para mim foi como sempre sonoro. Acordamos roucos, dolorido como de costume, ainda guardo comigo seus dedos nos braços. Para não perder o hábito, ri com o canto dos lábios de sua primeira piada. Escutei em silêncio suas primeiras rimas do dia. Xinguei com humor sua primeira implicância. Te contei meus sonhos e você como sempre espantou – sempre tenho sonhos estranhos em sua cama, e jamais confessei que todos incluem você. Nesta noite, você estava dentro do carro que explodia numa rua qualquer.
Mas algo mudou entre nós, e ao fim de mais um domingo não houve pesar na despedida. Ela foi rasa – não havia mais ânsia em voltar. Algo mudou e não foram nossos corpos, não foi minha língua, mas definitivamente meus olhos, enquanto os seus permanecem os mesmos. Algo mudou e foi dentro de mim, como uma sede que por fim se sacia.
Será essa uma despedida? Algo mudou que nossas imagens não mostram – seu sorriso congela, meu coração pára, nossos rabiscos continuam exatamente os mesmos, paralizados em nossos corpos conforme um dia determinamos. Tenho fotos; envio um dia, talvez falte o bilhete: algo mudou e foi minha alma, e neste momento ela já não tem nada mais a dizer.
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N. Ferreira
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6:51 AM
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domingo, fevereiro 15, 2009
I like my new bunnysuit :)
**strong convictions and perfect diction!
PLAY!
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N. Ferreira
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11:43 AM
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quinta-feira, fevereiro 12, 2009
terça-feira, fevereiro 10, 2009
sábado, fevereiro 07, 2009
Vale a pena?

Minha amiga Ariela*, 26 anos, advogada, é destas mulheres apavoradas com relacionamentos. Ela faz parte do mais novo grupo de espécimes humanos do sexo feminino: os que desenvolveram uma visão negativa e tão aversiva sobre o afeto, que fogem das relações como quem foge de um vírus mortal. É claro que minha amiga não foi sempre assim – como quase sempre acontece, um relacionamento fracassado e bastante sofrido foi o gatilho para sua ‘conversão’. E, como quase sempre também acontece, ela passou o último ano se refugiando em relacionamentos efêmeros, vazios e superficiais – ora sob a forma de uma amizade inocente que sempre acabava em sexo, ora com homens pelos quais ela certamente jamais se apaixonaria.
Recentemente, Ariela resolveu dar uma chance a um amigo do trabalho que declarou interesse por ela. Apesar da aversão à idéia do envolvimento emocional, ela decidiu que era hora de pôr fim às barreiras. Consultou a terapeuta nº 1, a terapeuta nº 2, e então o grupo seleto de amigas ‘residentes’ para a votação final. É claro que todo mundo, sem exceção, foi favorável à abertura emocional, o que rendeu algumas ficadas com o amigo enquanto ele a levava ao estacionamento no final do expediente, emails fofos e telefonemas escassos, mas intensos.
Na última semana, minha amiga me ligou, indignada. “Não está valendo a pena!”, ela vociferou entredentes antes mesmo que eu terminasse de falar ‘alô’. Em plena 23 de maio, rumo à escola, eu me preparei pra enxurrada de reclamações e de racionalizações que certamente viriam. Eu não estava errada – parece que, após uma breve aproximação emocional entre ela e o moço, as coisas haviam esfriado. Não se falavam há alguns dias, os emails rarearam, e ela mal o via durante o trabalho (sendo justa com o cara, ela me explicou que ele estava sempre correndo para um lado e para o outro, atolado de tarefas). E dado importantíssimo: NÃO, eles ainda não haviam transado, o que a princípio ela achara super-fofo.
“Muito barulho por nada, como diz aquela música. O cara me cercou por todos os lados até me vencer pela insistência, eu finalmente acreditei que poderia ser legal, debati isso horrores na terapia, vibrei rosa pá caralho, me esforcei horrores pra me abrir... e o que aconteceu? Passei o fim de semana todo em casa, lendo Revista Nova e um monte de livros idiotas de auto-ajuda. Nem um único telefonema. Não nos vemos há mais de uma semana. Pior de tudo é que por email ele insiste que sou isso e aquilo, mas me fala, quem acredita numa situação destas? Todo mundo sabe que homem quando quer, QUER! Eu estava bem antes disso tudo e agora estou uma BOSTA!”
A fala da minha amiga me lembrou meu post de dias atrás, a frase de Nietzsche: “Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia”. Era como se minha amiga tivesse acreditado na maior propaganda de um prato finíssimo, servido num restaurante fantástico, caro e longérrimo, pegado o maior trânsito para chegar lá, amargado 2 horas de espera... por um prato de batatas fritas um pouco oleosas e em quantidade insuficiente. Não há nada pior do que a frustração.
Naquele dia mesmo, minha amiga havia agendado um fim de semana na praia com a ‘amizade-que-sempre-acaba-em-sexo’, o que para mim era, nitidamente, um sinal de fechamento emocional. E, ao desligar o telefone, eu mesma já estava me sentindo um pouco desesperançosa.
Voltei a pensar em defesas, em barreiras, em bloqueios, e me peguei pensando novamente: toda defesa deve ser quebrada? É claro que eu, contagiada pelo maior clima ‘ame ao próximo’ do universo, acabei por incentivá-la a ter um pouquinho mais de paciência (às vezes o cara tava mesmo cheio de trampo e não tava podendo and stuff...), mas a bem da verdade, concordei com ela.
Muito barulho por nada – e isso acontece na maioria das vezes. E então, quando você finalmente resolve tentar mais uma vez, a despeito de toda a descrença, geralmente não é o que você esperava. É claro que nisso tudo tem uma pá de idealização – esperamos que o outro-bola-da-vez nos salve de todos os relacionamentos de merda que tivemos no passado, nos provando, assim, que o ‘felizes para sempre’ ainda pode servir pra nós. Uma ligeira diferença dos planos originais joga nossa energia pro bueiro, e então vem a sensação do desperdício. Desperdício de energia, de esforço, de luta por mudanças – resultado zero.
Zero? Zero se pensarmos nos objetivos idealmente estabelecidos. No fundo no fundo, romântica que sou, acredito que alguma coisa de bom minha amiga leva desta – às vezes o cara pode ser apenas um mensageiro entregando um recado importante: ainda dá pra sonhar. Talvez não seja com ele, nem com o próximo, mas a abertura que houve é um indício de que ainda existe, ali dentro daquele peito machucado, o desejo de gostar de alguém.
O problema é que, se realmente a história furar, entrará mais um item na lista das tentativas mal-sucedidas de minha amiga, o que certamente acabará reforçando o movimento ‘entrando na concha’. No fundo, então, talvez nem toda barreira seja indevida – pelo menos até algo forte o suficiente motivar a quebra das defesas. Até lá, talvez nem terapeuta nem amigas residentes devam dar pitacos. Vai ver é coisa que só a pessoa sente.
Fato é que, de agora em diante, passei a respeitar um pouco mais o esquema tático de defesa da psique humana – provavelmente vou encher menos o saco dos meus pacientes. Talvez ele saibam o que fazem. Talvez de fato minha amiga esteja certa ao chamar telefonemas, flores e convites ao cinema de ‘puro desperdício de rímel’. Talvez seja como a música da Maria Rita: é uma pena, mas certas coisas não valem a pena.
Não importa o tamanho da alma... para se abrir mão da solidão, deve-se receber em troca a verdadeira companhia...
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N. Ferreira
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9:30 AM
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sexta-feira, fevereiro 06, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Alegre exaltação humana
Hoje, olhando para trás, vejo nitidamente, claro como a água, uma óbvia transformação – não apenas emocionalmente falando, mas mesmo em relação às, digamos, conjunturas atuais.
Creio ser o mérito da mudança super merecido: se hoje tenho um consultório relativamente movimentado, outros 3 trabalhos, incluindo as escolas e atendimentos domiciliares, foi porque, em algum momento, eu disse ‘chega’ ao marasmo e à inércia que me envenenava, e disse ‘sim’ às oportunidades quando estas surgiram.
A Nana de hoje canta e dança como uma babaca quando acorda e vê um céu de brigadeiro; come uma panela de brigadeiro sem a menor culpa; se culpa apenas quando se machuca de propósito; e se machuca de propósito apenas se for para salvar alguém.
A pessoa que sou hoje tem orgulho de tudo o que passou e passa pra frente a experiência da dor – simpatizo com quem sente, sofre e ama, a tríplice aliança humana. Odeio julgamentos.
Hoje minha mente é mais calada – não sinto saudades de suas época agitadas, mas ouço com atenção a tudo o que fala.
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N. Ferreira
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6:13 PM
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domingo, fevereiro 01, 2009
A Dúvida
Se existe defesa, é por opor-se a ataques. Defesas não existem à toa - a capacidade de enfrentamento é diretamente proporcional ao nível experiências bem sucedidas.
Certificai que o cenário não seja o mesmo para desempenhar papéis distintos em distintas peças. A representação das personagens depende do delicado equilíbrio entre o seu passado, o meu futuro, e o quanto guardamos para nós mesmos o que deles surje.
Do âmago dos filmes já vividos, a defesa desperta encerrando em si mesma os já velhos questionamentos: todo passado é pregresso? Pode o ser humano desvencilhar-se de seu histórico? Deve este ser humano fazê-lo? Sob que preços altos a pagar?
Do alto dos aparatos retaguardeiros, surge a centelha divina da dúvida e o bichinho a pulular na parte de trás de minhas orelhas, estourando maliciosamente a delicada bolha de sabão formada por nossa sutil homeostase, acusando-me da dúvida jamais silenciada: toda defesa é indevida?
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N. Ferreira
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5:07 PM
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quinta-feira, janeiro 29, 2009
Sobre livros e leituras
Quem me conhece sabe: sou apaixonada por livros. Acredito piamente que, como dizia Marco Túlio Cícero, uma casa sem livros é como um corpo sem alma. Parafraseando outro dos grandes mestres, Jorge Kishikawa, quando fico sem ler, tenho hipoglicemia na alma - e por isso meu carro, meu quarto, minha casa e meu mundo é totalmente recheado de livros.
Como sério vício que possuo, a compulsão por comprar e trocar livros é grande. Me ponha dentro de uma Livraria Cultura e é capaz de me acharem somente dias depois, já meio desnutrida dentro do estoque. Tenho o péssimo hábito de, com muita frequência, comprar vários livros ao mesmo tempo – o que, invariavelmente, resulta numa pilha constante em cima do meu baú, que tento há anos (juro, anos) zerar e nunca consigo. Novos títulos vão sendo agregados à esta pilha, vários sendo lidos ao mesmo tempo, sem qualquer ordem ou sistematização. Meu vício é caótico.
Neste exato instante, olho para esta pilha de livros. No momento, ela conta com 9 títulos (Cem sonetos de amor de Pablo Neruda, já semi-lido; A ignorância e Risíveis Amores de Milan Kundera, meu autor preferido; Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley – devidamente recomendado pela querida Luli - , O guardião de memórias, de Kim Edwards e Fragmentos e Aforismos de Nietzsche, todos os 3 intocados; Filosofia Incomum de Marcia Tiburi e O Mundo de Sophia de Jostein Gaarder, ambos parcialmente lidos; e O Vendedor de Sonhos de Augusto Cury).
A pilha empacou especificamente por causa deste último livro. Nunca gostei do Augusto Cury, mas comprei o livro por recomendação de um amigo. Sequer li a contracapa, e quando comecei a leitura, logo no prefácio já saquei a arrogância do autor. Odeio gente arrogante, incluindo a mim mesma em certos estados alterados de humor, e por isso mesmo resolvi ler a peça. Empaquei. Não aguento mais ler nem uma linha sequer, e tenho ganas de, pela primeira vez desde a sexta série (com Ensaio sobre a Cegueira, do mestre Saramago), abandonar a leitura do livro pela metade – acreditem, é algo impensável para mim.
O problema não é o conteúdo do texto (bom, maneirinho, bem elaborado), mas o tom explícito de auto-ajuda. Me enerva. Assim como a leitura de certas revistas te faz se sentir “menos alguma coisa” (a Caras, a menos rica; a Boa Forma, a menos em forma; a Vogue, a menos bem-vestida; a Contigo, a menos informada; a Veja, a menos politizada), os livros que se apresentam tão claramente de auto-ajuda me fazem me sentir uma completa fracassada. Não apenas pelo tom simplório da escrita, que vamos combinar, é ótima no quesito “texto acessível a todos”, mas pelo grau de hipotetização absoluta dos personagens, pela estereotipia massiva em torno de todas as situações, do conto de fadas às avessas, puro estigma.
Acredito, não apenas como ser humano, mas também como terapeuta, que toda forma de estigmatização é preconceituosa – o livro, nesse nível, não deixa a desejar, pois lentamente vai mostrando ao leitor que dentro de todo ser humano existem aspectos opostos, dinâmicos, extremos. O bêbado irrecuperável aos poucos vira um sábio bonachão; o intelectual arrogante vira um humilde e emotivo pai de família; o ladrãozinho mequetrefe começa a aprender a dividir. Nada mais lúcido.
Tudo lindo se não fosse o maior dos clichês, e a verdade é que os clichês me incomodam horrores. Talvez eu mesma seja o cúmulo do clichê – uma psicóloga completamente maluca que toma remédios restritos, um curador ferido, um pajé meio zuado – mas tenho percebido, ao longo da vida e da profissão, que os clichês, por si só, não transformam nenhum indivíduo. Por consequência, não acredito que o livro do querido Dr. Cury, que, como ele mesmo proclama em seu prefácio, “escreve há mais de 25 anos e publica há 8, mais de 3 mil páginas inéditas”, vá ser um gatilho bem sucedido das mudanças sociais que ele tenciona catalizar. Tenho visto exemplos mais eficazes, mais próximos da realidade, alcançarem as massas com mais fervor – é o caso do lindíssimo Comer, Rezar e Amar, A cidade do Sol ou mesmo A cura de Schopenhauer, todos bests sellers menos renomados ou de fama tardia. *
O óbvio apelo religioso do livro também me incomoda. O jeito "não estou querendo defender a coisa, mas já defendendo...” do autor ao citar passagens bíblicas ou o próprio Jesus de Nazaré me soam lavagem cerebral subliminar – o que é totalmente diferente do que colocar pitadas de uma espiritualidade latente que está prestes a explodir, de forma não-religiosa, como em Comer, Rezar e Amar.
A realidade tal como se apresenta (negativa, massacrante, muitas vezes turva e vingativa) parece ser um meio muito mais ágil de tocar as pessoas. Todo mundo já viveu a dor, a perda, a ilusão, o que gera identificação imediata por parte do leitor. A verdade é que um texto belo e gramaticalmente bem escrito já não atinge a alma humana como agente de mudanças, apenas tangencia aquele sentimento de “uh-oh, realmente tem algo errado”. Como já dizia Platão, o belo só permanece belo se acompanhado do bom e do verdadeiro.
Confesso que sou intensa – sendo assim, apenas o drama realmente me comove e me agrega algum valor. Falo apenas por mim, e talvez aqui esteja sendo tão arrogante quanto o que mais detesto. Afinal, quem sou eu para criticar tão abertamente alguém que atingiu a fantástica marca de “7 milhões de livros vendidos somente no Brasil”? Admitamos, é um feito. E, na realidade, será que eu mesma conseguiria reunir elementos tão intrincados como o Dr. Cury, e ainda promover uma história com sentido e efeito romântico como em O Vendedor de Sonhos?
Honestamente não sei. Minhas idéias literárias jamais saíram do mundo das idéias, e nem mesmo sei se um dia se transformarão em tinta sobre celulose. Eis aqui um manifesto pró-realidade, e tão somente isso. Se a intenção é incentivar a independência emocional, nada melhor do que um belo drama caótico sobre a própria dependência. Não precisa nem prometer uma ajuda – todo mundo sabe que somente o desejo é responsável pela mudança. Nesse sentido, uma leitura simples e direta como Ping – a busca de um sapo por uma nova lagoa já é super bacana e lúdica (e nesse caso eu conheço os efeitos pois eu mesma recomendo a leitura para meus pacientes), ou Pollyana, que como bem disse o querido Fiore, foi o primeiro livro de auto-ajuda escrito, mas muito bem disfarçado de romance. Pros mais politizados, A Revolução dos Bichos também dá no que pensar, apesar do nítido tom anti-comunista, ou então absolutamente qualquer um dos livros do Kundera. O fato é que livro bom é como filme bom: depois de ler, você ainda fica pensando. Literatura que você lê e depois esquece é tão obsoleta quanto um Big Mc - fácil digestão, fácil excreção (argh).
Quanto à leitura do livro, penso em insistir mais um pouco. Fiquei sabendo, recentemente, que O vendedor de sonhos será uma trilogia, o que me faz me sentir culpada em não ler sequer o primeiro volume até o final (os outros, me desculpem, não vai dar). Como em toda situação em que me pego sendo crítica demais, espero que o que estou cuspindo pra cima caia bem no meio da minha testa – do contrário, fatalmente meu universo particular de livros ‘líveis’ tornará a se restringir às biografias, romances realistas ou fantasias água-com-açúcar. E viva o Crepúsculo!
“Pollyanna” – Eleanor H. Porter. Nacional, 1987.
“A cidade do sol” – Khaled Hosseini. Nova Fronteira, 2007.
“Ping – a procura de um sapo por uma nova lagoa” – Stuart Avery Gold. Best Seller, 2007.
“A Revolução dos Bichos” – George Orwell. Globo, 1945.
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N. Ferreira
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segunda-feira, janeiro 26, 2009
Caos
2 horas e meia depois de ter deixado para trás minha amada ilhota, reconheci, num piscar de olhos, que estava no inferno.
Foram outras 2 horas e 40 minutos para atravessar os 9km que separam a entrada de São Paulo da minha casa, trajeto este feito inteiramente pela Marginal do Tietê. O cenário, caótico, me embrulhou o estômago: um mar de carros se espalhava por todos os lados, sob um céu pesado e negro de chuvas.
Me lembrei, em poucos segundos, do meu velho e abandonado projeto de deixar esta cidade cinzenta, e me perguntei: por que? Por que ainda estou aqui? O que me prende? O que afinal eu quero do meu futuro?
As pessoas se xingavam. As buzinas quebraram minha cabeça. O cheiro fétido parece ainda estar em mim. A tristeza era geral.
Por fim, que tipo de vida leva a grande massa do nosso país, que perde a saúde tentando ganhar a vida, sustentar a família, construir algum patrimônio, fazer algum dinheiro, para depois, anos mais tarde, gastar todo este dinheiro para recuperar a saúde?
É um completo contrasenso, esse não pode ser o mundo que sonhamos em viver, não pode ser esta a vida com que contamos, não podem ser estes os valores que defendemos. Este não é o mundo que planejei para mim, esta é a extinção, desculpem, não aguento mais, vou vomitar.
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N. Ferreira
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segunda-feira, janeiro 19, 2009
Ode à autenticidade
Difícil te ler sem poder, a um mesmo tempo, te ver e te escutar. Saber de você é um paradoxo – te tenho próximo à distância, te afastas quando está perto de mim. Num mar de rostos o teu se iluminou, com um pouco de solidão eu pude te sentir. Onde estás quando estás ao meu lado? Em que subterfúgios te escondes? Que meios existem de acessar seu eu real?
Por que persegues padrões ideais? Por que hiperdimensionar algo tão simples? Gosto do teu semblante tranquilo, de seu tipo comum, cansei de super-homens e tampouco pretendo ser mulher-maravilha. Não preciso de cerimônias. Por que temes a realidade? Seja você mesmo que de certo me encantarei por seus atributos; finja tuas qualidades e me terás distante, não abraço máscaras, não atendo Pierrots nem finjo Colombinas. Por que forjas esta naturalidade tão pouco convincente? Não há dramas desta vez, não há entrelinhas num contrato fraudulento – sou eu essa, quem é você?
Mostre a mim a sua face mais secreta e a receberei como um presente – o objetivo não é te amar, e sim te conhecer. A honestidade mais profunda é meu maior afrodisíaco, arrisque você a ser genuíno, autêntico, espontâneo, jogue suas fichas em você mesmo e leiloe sua paixão. Reconheço o brilho da sinceridade quando a vejo, identificarei no seu olhar se aceitar meu desafio - nessa mesa de jogo apostei minha alma. A sorte está lançada, estarei esperando do outro lado da roleta.
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N. Ferreira
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7:34 PM
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quarta-feira, janeiro 14, 2009
A Ex
Falar sobre a Ex-Mulher não é como falar sobre qualquer tipo de ex. A primeira letra maiúscula que carrega não é por acaso – ela é a Rainha das Ex, cujo cetro é o papel onde está escrito, preto no branco, que algum dia ela já foi chamada de Esposa. O casamento concreto (seja civil, seja religioso) é a coroa da Ex-Mulher, e o divórcio a ruína das namoradas subsequentes do homem em questão.
Pior do que a Ex-Mulher, só mesmo a sua espécime evoluída e mais aperfeiçoada: a Mãe-da-Minha-Filha (ou Filho, mas preferi o termo Filha). Essa é a filha-da-puta de todas as filhas-da-puta, víbora das víboras, ganhando até mesmo dO Político ou do Vizinho-do-Lado. Os problemas do relacionamento entre uma mulher e um homem que venha com o clássico “chaveirinho” geralmente passa pela Mãe-da-Minha-Filha, existindo, é claro, raríssimas exceções.
A verdade é que a Ex-Mulher goza de um papel extremamente poderoso na relação já fracassada com seu ex-marido, especialmente quando há uma criança envolvida. E, geralmente, tal poder foi conquistado às custas de muita manipulação, chantagem emocional e ameaças judiciais envolvendo a guarda do pimpolho. Isso faz com que, quando se trata da Ex-Mulher, todo cuidado seja pouco, o homem acaba pisando em ovos e, via de regra, ela acaba possuindo todos os benefícios e prioridades que deseja.
Fatalmente, o(a) fedelho(a) é a desculpa perfeita. Por causa “dele(a)”, o homem se torna mais suscetível aos caprichos da Ex, o que é o gatilho perfeito para que a Nova Namorada se torne uma louca obsessiva e enciumada. Desconte-se aí o fato de que a criança não tem culpa, e tem-se um caldeirão borbulhante e propício a futuras encrencas.
O fato do casamento ter acabado e, portanto, não ter sido bem-sucedido, parece irrelevante aos olhos da Nova Namorada, que tende a priorizar o fato de que, algum dia, aquela foi uma relação forte. Forte a ponto de gerar rebentos e quiçá ligações espirituais primariamente “eternas”, o que, no final das contas, acaba sendo: a Mãe-da-Minha-Filha possui um vínculo eterno e extremamente significativo com o homem em questão, coisa que a Nova Namorada não tem – se é que algum vínculo de fato existe!
Uma hora ou outra, a Ex-Mulher dá sinal de vida. Geralmente, acontece em datas comemorativas. Aniversários, Natal, Domingo de Páscoa. A desculpa novamente tende a ser o(a) pirralho(a), mas toda Nova Namorada que se preze sabe que, em 99,99% dos casos, tem boi na linha. A verdade é que a grande maioria das Ex-Mulheres simplesmente não suporta saber que seus ex-maridos seguiram em frente e que hoje comem alguma menininha bonitinha da vizinhança. Essa postura obviamente infantil acaba, fatalmente, recaindo sobre a Nova Namorada, que passa a sacar que tem algo errado no número cada vez mais frequente de telefonemas.
Dá-se início à tragicomédia: ela bota o cara na parede. Ele está tendo um caso com a Ex-Mulher??? O cara nega. Ela pega o celular dele, obsecada, procura o número, não acha, tenta um apelidinho, acha dúzias de mensagens. Não interessa que todas sejam sobre a criança (que a estas alturas, já está sendo encarada como A Culpada da História, outra figura lendária de nosso imaginário), o fantasma já foi criado e, acreditem em mim, dificilmente será exorcizado por completo.
A bosta está feita: a Nova Namorada já não quer conviver com a criança (se é que algum dia elas foram apresentadas), todo aniversário infantil é motivo pra torcer o nariz e a Ex-Mulher, sentada em seu trono de Impiedade, gargalha de sua vingança final: o casal está desgastado, irritado e, invariavelmente, a célebre frase dá o golpe final: “Você sabia que eu tinha filhos”.
Homens e mulheres do meu Brasil varonil! Qualquer psicanalista de beira de estrada sabe que a situação é infinitamente pior se a criança em questão for uma menina – a competição entre a Nova Namorada e a filhota será inevitável. A verdade é que o cara já tem uma princesinha na vida dele, já existe uma Mulher-da-sua-Vida, que será sempre e para sempre sua prioridade. Bota água no feijão: a menina é filha de alguém que, antes dela, foi a primeira Mulher-da-Vida-dele.
O palco está armado. Um pandemônio! O circo foi convocado: senhoras e senhores, é dia de marmelada! Quem tem estômago fica, quem é mais carente tende a sair fora. Em algumas situações, a ex-nova-namorada fica sabendo, semanas depois, que o cara reatou com a Ex-Mulher, se sente uma bosta pro resto da vida e desenvolve um sério trauma em relação a homens com filhos, divórcios e Ex-Mulheres. Em outros casos, ela nunca fica sabendo que a Ex-Mulher era, na verdade, uma pessoa bacana, mas também uma leoa faminta e dedicada à sua prole.
Entretanto, na maioria das situações, uma coisa é fato: a imagem mortífera da Ex-Mulher acaba sendo confirmada - ela é novamente eleita, por unanimidade de votos, pelo milionésimo ano consecutivo, a Verdadeira Destruidora de Namoros, e continuará a assombrar inexoravelmente as neuroses das mulheres solteiras em idade reprodutiva. Mais do que isso, ela se torna (injustamente?) responsável pelas crendices populares mais aterrorizadoras: a de que é o primeiro casamento o que importa, a de que ex boa é ex morta, e blablabla.
Que se faça justiça: há de se aceitar o outro tal como ele é. Infelizmente, a Ex-Mulher pode fazer parte do pacote. Cabe a cada mulher e a cada homem darem tratos à bola de suas insegurança. Deixem as mulheres de serem neuróticas, deixem os homens de serem cagões, deixem as Ex de serem umas assholes e toquem suas vidinhas. Cada um tem aquilo que merece – se no caso, ex boa for ex morta... bom... sabe lá...
Brincadeiras à parte, que atire a primeira pedra quem não conhece alguma Ex-Mulher fantástica de alguém. Conheço várias. Dúzias. São ótimas. Leoas, é verdade... mas, como eu já disse antes, tudo depende do grau de segurança e de confiança do casal... tema chato. Tema polêmico.
Papo prum outro post.
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N. Ferreira
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segunda-feira, janeiro 12, 2009
A falta
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N. Ferreira
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